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06 Setembro de 2017 | 23h47 - Actualizado em 07 Setembro de 2017 | 11h44

Eleições/2017: História de eleições em Angola

Luanda - O MPLA é o grande vencedor das eleições angolanas de 23 de Agosto de 2017, com maioria qualificada de 61,08 porcento dos votos válidos.

 
 

O MPLA ELEGEU 150 DEPUTADOS À ASSEMBLEIA NACIONAL, SEGUIDO DA UNITA, COM 51.

FOTO: FRANCISCO MIÚDO

Com este score, o partido de Governo em Angola, desde 1975, elege os seus candidatos a Presidente e Vice-Presidente da República, João Lourenço e Bornito de Sousa, bem como 150 deputados à Assembleia Nacional.

A história dos processos eleitorais em Angola regista que, nas primeiras eleições, realizadas em 1992, o MPLA havia ganho 53,74 porcento dos votos, elegendo 129 deputados.

Já nas eleições de 2008, ou seja, 16 anos mais tarde, o MPLA venceu com o seu record histórico, ao bater a chapa de 81,64 porcento dos votos, que lhe garantiram 191 deputados.

Nas eleições de 2012, o “partido dos camaradas” perdeu 16 assentos na Assembleia Nacional, ao conquistar 71,84 porcento dos votos e eleger 175 parlamentares.

De 2012 para 2017, o MPLA desceu 10,77 porcento do somatório dos votos, ao receber a preferência de 61,08 porcento dos votantes, que representam 150 deputados.

Quanto à UNITA, o segundo maior partido angolano, o melhor resultado que conseguiu registou-se, também, em 1992, ano em que chegou aos 34,10 porcento dos votos válidos, que lhe valeram 70 deputados.

Em 2008, o partido liderado por Isaías Samakuva sofreria uma queda astronómica, ao conquistar a preferência de apenas 10,40 porcento dos votantes, percentagem que se traduziu em 16 deputados.

Já nas eleições de 2012, o “partido do galo negro” conquistou 18,70 porcento dos votos e duplicou o número de assentos na Assembleia Nacional.

Como resultado da votação de 23 de Agosto de 2017, a UNITA chegou aos 26,72 porcento dos votos válidos, que lhe conferiram 51 dos 220 deputados eleitos.

A CASA-CE estreou-se nas eleições gerais de 2012, pleito do qual obteve seis porcento dos votos e elegeu oito deputados.

Este ano, duplicou o número de assentos na Assembleia Nacional, ao conquistar 9,49 porcento dos eleitores e eleger 16 parlamentares.

Em 1992, o PRS somou 2,27 porcento dos votos e elegeu seis deputados, enquanto que, em 2008, subiu para oito parlamentares, ao conquistar 3,17 porcento do eleitorado.

 Se, em 2012, o PRS ficou-se por 1,7 porcento das preferências dos eleitores, o que lhe valeu três deputados, nas eleições deste ano não foi além de 1,33 porcento dos votantes, o que representa apenas dois parlamentares.

Já a FNLA, um dos três partidos históricos angolanos, juntamente com o MPLA e a UNITA, convenceu, em 1992, apenas 2,27 porcento do eleitorado, o que lhe valeu cinco deputados.

Em 2008, não passou de 1,11 porcento dos votos, que se traduziram em três assentos na Assembleia Nacional.

Em 2012, conquistou 1,13 porcento dos votos válidos, com a eleição de dois deputados, enquanto, em 2017, a FNLA não passou de 0,91 porcento, suficientes apenas para eleger um deputado.

Na última posição, depois da divulgação dos resultados definitivos oficiais das eleições de 23 de Agosto de 2017, ficou a estreante APN, que conquistou 0,51 porcento dos votos, votação suficiente para continuar no espectro político angolano, mas insuficiente para eleger um deputado.

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